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CARRO COM TRAÇÃO EM DUAS PATAS

Apetrechos ortopédicos melhoram a vida de animais deficientes.

Pelo menos no Rio, mais especificamente em Copacabana, tudo começou por causa de Júnior, um vira - lata preto, que em 1997 teve uma fratura na coluna por causa de uma briga com um cachorro de rua e, desde então, perdeu a mobilidade dos membros inferiores. Sua dona, a professora universitária Sônia Moretz - Sohn, queria porque queria ver seu Júnior de pé e foi pedir ajuda a dois artistas plásticos vizinhos, Richard e William Frank.

- Pedi para eles pensarem numa solução. São muito habilidosos e tinha que ter um jeito de o meu bichinho passear - lembra.

E teve. A dupla se empenhou e criou um carrinho de alumínio com duas rodas traseiras. As patas de trás ficam presas e o animal pode deslizar com facilidade. É leve, prático. Funciona. Quatro anos se passaram, o modelo se aperfeiçoou, a dupla passou a comercializar o apetrecho e hoje mais de cem cães cariocas usufruem da tal "cadeirinha de rodas". Invenção dos irmãos, mas há anos carros similares vêm facilitando a vida de animais deficientes pelo mundo.

- Antigamente, os veterinários costumavam sacrificar os animais que ficavam paralisados. Agora, dá para eles terem uma vida boa. Acho que vale a pena - diz a veterinária Gabriela Garcia, que adotou Iuri, o gato persa de uma cliente, depois que este caiu do nono andar de um prédio e perdeu os movimentos das patas traseiras. Gabriela chegou a fazer uma vaquinha entre amigos e parentes para comprar um carrinho para ele.

Carros são feitos de acordo com o tamanho e o peso do cão

Em São Paulo, há os carros ortopédicos veterinários Vetcar ( www.vetcar.com ), criados há mais de 30 anos nos Estados Unidos e que agora também são vendidos por aqui. Eles são semelhantes aos dos irmãos Frank e podem ser usados por cães, gatos e até coelhos. A firma de São Paulo pede que o cliente envie as medidas do bicho, mas aconselha que sejam tiradas por um veterinário.

Já a dupla carioca vai à casa do cliente, tira as medidas, pesa e faz testes e ajustes antes de o carro ser entregue. O resultado pode ser visto com facilidade pela orla de Copacabana.

- Muitos moram no bairro. O carro é um benefício para a vida do animal. Ele não precisa ficar preso em casa. Pode se exercitar . è um trabalho muito gratificante - afirma Richard.

Quem está achando esta história toda muito triste não conhece Júnior, Akira e Iuri.

Há dois anos , Akira, da raça Akita, estava preso por uma corrente no sítio de Ivo Barbieri, quando um cão entrou no terreno. Ele fez tanta, mas tanta força, que acabou arrebentando a corrente e a coluna junto com ela. Passou por sessões de fisioterapia , acupuntura. Como nada dava jeito, Barbieri viajou até a França para comprar um carro para seu cachorro. Em passeios por Copacabana, descobriu o trabalho dos irmãos Frank e encomendou um novo modelo, mias ajustado ao corpo do cão.

- Fiquei muito mais deprimido do que o Akira na época do acidente. Ele continuou feliz, comendo, como se nada tivesse mudado. Chegamos a pensar em sacrifica-lo, mas não tivemos coragem, e hoje ele tem uma vida boa. Passeia e até namora uma cachorrinha na vizinhança. Fica pedindo par ir na rua só para encontrá-la - conta Barbieri, orgulhoso.

Sônia também defende que Júnior é um cão sempre alegre, apesar da paralisia.

- Nunca pensamos em sacrificá-lo. Ele brinca muito, adora passear e está sempre satisfeito. Posso assegurar que é muito feliz - afirma.

FONTE: O GLOBO - JORNAL DA FAMÍLIA - bicho&cia - 03/06/2001


O gato persa Iuri voltou à vida normal depois de ganhar de presente da veterinária Gabriela Garcia um carrinho, fabricado em São Paulo.

Há dois anos, Akira passeia pela orla de Copacabana com seu carro ortopédico e tem até uma namorada.

Júnior foi o primeiro cachorro a usar o carrinho produzido pelos irmãos Frank.


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